Decadência Moral. E eu com isso?

Ao ler a sentença abaixo tenho a sensação de que ela foi escrita nos dias presentes e acredito que você leitor também terá a mesma impressão:

“…Vejo este país submerso na dor e na pena. Acontece agora o que nunca havia acontecido. Pega-se em armas para combater, posto que o país vive em desordem. Fabrica-se lanças de cobre para mendigar o pão com sangue. Ri-se com petulância mórbida. Nos funerais não se chora… Um assassina o outro. Vejo o filho convertido em inimigo, o irmão transformado em adversário. Um homem mata seu pai… O ódio reina entre as pessoas das cidades… As palavras são como fogo para o coração e não se pode suportar o que alguém diz… O país está diminuído e no entanto seus chefes são cada vez mais numerosos… O Sol esconde-se dos homens…”

Acontece que tais palavras foram escritas pelo sacerdote egípcio Neferti há milhares de anos e, no entanto, continuam ecoando ao longo do tempo e podemos dizer que se aplicam como um padrão em qualquer momento da história da humanidade.

Obviamente o mundo externo se modifica na linha do tempo, mas fica claro que a essência da humanidade pouco se modifica e, desde muito cedo eu me pergunto por quê.
Ao participar de um trabalho realizado por um amigo, com jovens de uma escola de São Paulo, cujo tema foi “Seja Você a Mudança”, mais uma vez tive a certeza que essa é a melhor resposta para todas as questões colocadas há milhares de anos.

Não adianta ficarmos hipnotizados pelo que diz a mídia, pelo que observamos no mundo externo, seja através das interações que fazemos no trabalho, na família, na escola ou em qualquer outra situação em que estamos inseridos, sem que assumamos um papel de protagonistas responsáveis, pois certamente isso nos trará dor, desesperança e nos tirará a fé na humanidade, uma vez que agindo dessa forma, matamos em nós a centelha divina, nos apequenamos e ficamos à mercê da Matrix, que obviamente se alimenta disso.

Entender e principalmente acreditar que cada um de nós tem a possibilidade de ser a mudança que queremos para o mundo é simplesmente libertador, e quantos foram, ao longo da história, aqueles que assim agiram, nos deixando exemplos e legados por suas ações.

Cito aqui alguns nomes como Gandhi, Mandela, Luther King, entre tantos outros, que de forma corajosa assumiram a responsabilidade de ser a mudança que sonharam. De forma incondicional, foram fiéis às suas crenças e princípios, mas é certo que não fizeram nada sozinhos, pois com toda certeza tinham a seu lado muitos anônimos que os ajudaram, os inspiraram e os encorajaram. São pessoas que não escreveram seus nomes em neon, mas deixaram seus nomes gravados na eternidade silenciosa da história da humanidade.

A esta altura acredito que fica clara a resposta para a indagação “E eu com isso?”

Minha resposta é uma decisão de “ser” a mudança que eu quero para o mundo, pelo menos para o mundo que me circunda, que está a meu alcance e que começa dentro de mim.

E você. O que pensa sobre isso?

Imagem de capa: ThomasDeco/shutterstock

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José Sérgio dos Prazeres

Administrador de empresas e de mim mesmo. Como bom mineiro “Eu Caçador de mim”.


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