Baixa a bola que eu não sou qualquer uma!

Olá, muito prazer. Eu sou, muito provavelmente, aquela que poderia ser a mulher da tua vida. Aquela que está exatamente do teu lado agora, mas que você é covarde ou tapado demais para convidar para sair.

Não sou de chorar pelo leite derramado, prefiro conseguir uma nova caixa ou, quem sabe, até uma vaca novinha em folha. Sim, sou toda cheia de si, como dizem por aí, e porque é que deveria ser diferente? Se for só para agradar aos outros, prefiro nem sair de casa.

Foi-se o tempo em que eu brigava por coisas banais e hoje só me interessa o que me faz melhor. Você pode me conduzir numa dança ou no carro, mas da minha vida só eu tomo o volante, combinado? Sou meiga, tenho sorriso largo e jeito zen, mas se pisar no meu calo, amigo, a coisa fica feia.

Faço café, levo na cama, dou carinho e tudo mais. Isso só quando eu quiser, não por alguma falsa obrigação que a vida de casal exige. Ah, também gosto de massagem nos pés, de beijo na nuca e de cerveja. Às vezes o meu coração é de manteiga, mas posso ser uma geleira quando preciso.

Se você aprontou, não deu valor e perdeu, lamento informar mas é esse o ciclo natural da vida. Eu escolho o que quero e, mais importante que isso, escolho o que eu não quero.
Eu posso até acreditar em amor verdadeiro, mas não em príncipe encantado. Não sou mulher de joguinhos, não tenho tempo a perder e muito menos paciência. Quer brincar? A gente brinca, mas esteja pronto para perder.

Quem me conhece sabe, não sou de meias palavras e também não gosto que sejam assim comigo. Quer mandar-me ir à merda? Manda, bota para fora, só não me venha com meias palavras, caso contrário eu é que te vou mandar para aquele lugar.

Não precisas ter medo, não. Não sou um bicho. Mas também não sou uma qualquer, não sou uma dessas com as quais está habituado. Por isso baixa a bola.

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Jocê Rodrigues
É escritor, editor e repórter responsável pelo conteúdo jornalístico do CONTI outra.



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