“As nossas relações espelham a nossa consciência”

Anos atrás, em livro sobre espiritualidade, li a seguinte frase:
“As nossas relações espelham a nossa consciência”.

O conceito de que o mundo externo é todo um grande espelho da nossa vida interior, se expande também para os relacionamentos. Só vemos partes do outro que o nosso inconsciente escolhe. Com o passar do tempo, ao se aproximar, vivenciar intimidade, somos capazes de ver o outro em seu “todo”, seus dois pólos, sua luz e sombra.

Usando este raciocínio, quero ir mais longe: relacionamentos afetivos. Me julgo uma pessoa muito aberta e receptiva para diferentes opiniões, sempre mas deve ser de outra vida que trago o dom dos gatos: ao ver uma pessoa, enxergo seu corpo e suas emoções. Isto me torna uma pessoa muito sensitiva a entender “todos os lados de uma situação”. Por isso, dificilmente tomo partidos já que uma vez que entendo todos os lados, sei que é este conjunto que é a verdade. Dito isto, quero trazer a reflexão:

‘No relacionamento à dois, devemos ser laranjas inteiras. Seres já completos, descolados de seu próprio mundo interior para poder encontrar outro ser inteiro e completo. O papo “a metade da laranja” não cabe, é uma grande ilusão. Colocamos no outro a nossa responsabilidade de sermos inteiros. O que acontece quando duas laranjas inteiras se encontram? Um suco com sabor de néctar divino. Dois tornam-se um, em outra forma, duas formas sólidas se mesclam se transformando em líquido.’

Não sei em qual momento da evolução humana este conceito se perdeu, mas se você tiver interesse em se aprofundar leia sobre Tantra, Taoísmo, Egito Antigo e cultura celta. Todos eles tinham preceitos profundos e reais sobre o amor e relacionamentos.

Agora, voltando ao nosso mundo atual, e a frase que citei no início. Relacionamentos são, em sua teoria, acordos de troca. Damos o que temos sobrando dentro de nós e recebemos o que está sobrando no outro. Cada um, com a consciência que traz, é responsável por seu próprio pacote. Quantas vezes vejo pessoas cobrando ou desejando que o outro dê algo que eles não têm nem para si mesmos.

Todo mundo quer dar pitaco na vida alheia: “fulana é muito mais nova que ciclano”; “ciclano é chato e não tem nada a ver com beltrana por isso não deveriam estar juntos”; “beltrano nunca se envolveu em relacionamentos porque não sabe o que é amar”; “a trintona que se separou e não quer ter filhos como fará agora sozinha?”; “a coroa enlouqueceu e agora está namorando”. Minha Santa! Deixa o povo em paz. O amor é simples, a mente humana que é complicada.

Se em nossas vidas, nossos relacionamentos fizerem sentido e já nos sentirmos uma laranja inteira, isso está mais do que bom. E digo mais, pessoas com auto-aceitação e amor-próprio incomodam demais os outros simplesmente porque não estão nem um pouco preocupados com o que dizem, simplesmente seguem seu coração e sua própria luz.

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Helena Verhagen
Helena é jornalista de formação e escritora por intuição. Nasceu em São Paulo, viajou pelo mundo e agora parou em Lisboa. Em 2015 lançou seu primeiro livro "O Mundo é das Bem-Amadas" que trata sobre o amor próprio e intuição. Vive a vida para contar histórias. Escreve para o seu site, que leva o mesmo nome do livro (www.omundoedasbemamadas.com.br) e outras mídias que abordam sobre o tema autoconhecimento.



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