Aos teus olhos

Por Patrícia Pinheiro e Guilherme Antunes

Aos teus olhos gastos pela tristeza, refaço-os na poesia que cultivo somente a ti.

Às tuas mãos castigadas pelo tempo, empresto-lhe as minhas, a levar-te a qualquer descanso.

Aos teus lábios com gosto amargo, ponho-te flores à boca, lembrando-te de que o teu nome é um dia bonito.

Assim, falo sobre esperanças; deito-te no colo da noite; amanheço-te com os teus sonhos.

Anuncio as primaveras. Costuro o teu próprio amor para que o vistas e, traço o meu viver para tocar na tua vida.

Anuncio-te aos amanhãs, este espetáculo de cores novas em que será o mundo quando tu novamente tornar-te o poema, e estiveres outra vez a florescer.

Serei eu, então, amante e testemunha dos teus milagres.

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Patrícia Pinheiro
Gaúcha e estudante de Psicologia. É escritora e revisora de textos na Sociedade Racionalista, colunista do CONTI outra, artes e afins, Fãs da Psicanálise, Inspiring Life e escreve, ainda, para o Blogueiras Feministas; Brasil Post; Benfazeja; Psiconline Brasil e Puta Letra. É feminista, apaixonada por moda e assumidamente viciada em filmes e séries. Ainda irá viver da escrita.



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