Agimos certo sem querer

“Foi só o tempo que errou” (Dado Villa-Lobos; R. Russo)

Sonhei e foi com você. Não foi planejado. Aconteceu. Na fábula onírica, apenas sorríamos. Quando despertei, tive a impressão de que o ontem era o hoje e levei alguns segundos para me dar conta da realidade. Alguns chamariam essa experiência de saudade, mas penso que o saudosismo da sua figura é lembrança. E recordar não é ruim, ou, tampouco, deva ser objeto de medo e teorias romancistas acerca de relacionamentos. Foi apenas um sonho. Um dos bons. Como quando você é convidado para vivenciar o legítimo da sensibilidade, sem barreiras e amarras.

Vivemos o melhor que podíamos no tempo que nos fora concedido. Dentre inúmeros corações andarilhos mundo afora, escolhemos sorrir um ao outro por versos memoráveis. Mas mesmo assim, a concordância fez-se ausente em algum momento. Perdemos a sintaxe dos diálogos, maltratamos a pontuação dos nossos sentimentos. Em desespero, muitos gostariam de esquecer essa implicante redação amorosa, menos eu. Afinal, sonhei e foi com você.




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