Acho mesmo que o amor nunca acaba.

Ele se transforma em outra coisa…

Às vezes vira saudade, em outras, a mais pura amizade. Pode também se tornar raiva, mágoa ou ressentimento, mas nunca indiferença.Ninguém consegue ser indiferente ao que já amou.

Bom mesmo é quando o amor passa de paixão e amor sereno a um bem querer despretensioso, daqueles que, apesar dos pesares, se deseja o bem e a felicidade do outro, ainda que longe de você. Em nome de tudo o que se viveu, em nome do que se construiu, em nome do que não foi possível e que agora, quem sabe, possa vir a ser. Em nome da felicidade dos dois, que já foi compartilhada antes, mas que agora vai trilhar caminhos diferentes. Porque a diferença falou mais alto, Apesar de estar lá desde sempre, ela pôde finalmente ser ouvida. E que isso, necessariamente, não precisa ser ruim.

Por ambos saberem que é melhor estar feliz separados do que menos felizes juntos. Por acreditarem que a felicidade é algo que dá trabalho e não cabe na comodidade. Por isso é preciso seguir, cada um o seu caminho, na torcida pra que haja alguns encontros nesta caminhada, agora só pra dizer um olá e quem sabe (tomara!), constatar que estão melhor assim. Cada um no seu caminho, que por anos foi um só, mas que daqui pra frente se abre em trilhas distintas e, se tudo der certo, mais felizes.

Vida que segue…

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Adriane Sabroza
Psicoterapeuta por paixão e opção, mãe de três meninas lindas, minha maior realização e, nas horas vagas, aprendiz de escritora, sem nenhuma pretensão.



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