15 desenhos sobre os perigos do amor

Amor. Alguns dizem que não há nada melhor do que isso. Talvez não. Mas, como todas as coisas boas na vida, esta exige um preço.

Existe uma linha bastante tênue entre romances com finais felizes e trágicos. É justamente essa questão que a artista americana Gypsie Raleigh desejou abordar em seus desenhos.

Gypsie é artista, poeta e dramaturga natural de Portland, nos EUA. Acerca de sua série de desenhos, ela comenta:

“Ás vezes, a vida me deixa sem palavras. Quando eu não consigo encontrar as palavras, eu tento encontrar uma imagem que pode falar em meu silêncio. Meus desenhos foram inspirados por tudo, desde a morte de pessoas próximas a mim, ansiedade, ou meu próprio coração quebrado. Virei-me para a arte, porque meus pais me criaram em um ambiente onde não havia nada melhor para fazer. Na época, eu estava apenas triste pelo fato de não ter amigos. Agora, é um modo de vida.”

Beirando a melancolia e a desilusão, a artista, por meio de seus desenhos, traça um paralelo interessante entre amor e morte. Essas tirinhas melancólicas e fastidiosas – com potencial de deprimir, refletir ou, dependendo do caso, alegrar – informam sobre assuntos do coração e alertam para a necessidade de se precaver contra possíveis amarguras decorrentes da inabilidade de gerenciamento emocional.

Poucas coisas na vida são mais surpreendentes do que o amor genuíno, e poucas coisas na vida são tão debilitantes do que a frustração desse amor. Seja por inocência exagerada, descuido negligente, expectativas irreais, esforços redundantes, falta de discernimento ou descompromisso com a realidade verdadeira, o amor pode ser tanto produto de felicidade quanto motivo de infelicidade.

Muitos vão se sentir desgostosos ao visualizar esses desenhos, enquanto outros logo irão se lembrar de situações em que foram ludibriados no amor, ou, então, ludibriaram e, assim, buscarão se fortalecer. Tirinhas como essas não foram produzidas apenas para entristecer, mas também para lembrar as pessoas de que histórias de amor nem sempre são contos de fadas.

Um dos desenhos, por exemplo, faz refletir que nenhum império construído com amor é indestrutível e, mesmo quando seus “guardiães” reforçam a defesa do local contra forças exteriores, podem se esquecer da existência de ameaças internas. Existem pessoas próximas a nós que nem sempre querem o nosso bem, apesar de agirem como tal.

Outro desenho aborda a relação entre razão e emoção. Seriam elas adversárias ou companheiras? Parece haver um antagonismo maior entre elas do que uma cumplicidade produtiva, ou é isso que a rotina costuma nos fazer apregoar.

Em relação à temática, as tirinhas de Gypsie falam sobre ilusões românticas, sacrifícios amorosos, suicídio, brevidade da vida, manipulação e chantagem emocional, razão/emoção e também sobre a tragicidade do amor.

Como reflexos da formação artística de Gypsie, e também como consequências de suas tendências ideológicas voltadas para o melodrama, as tirinhas abaixo têm um conteúdo tragicômico forte, e podem causar reações emocionais indesejadas. No entanto, a causa maior é nos fazer refletir sobre como estamos administrando as dependências do nosso coração, e também daqueles de quem influenciamos. Veja:

1. Algumas pessoas não se preocupam com o lugar onde seu coração está

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2. Visitas ao cemitério evocam boas memórias, mas também reavivam o luto

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3. Uma vida abandonada pode ter um destino melhor 

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4. Vale a pena sacrificar tudo por alguém que não se importa com seus sentimentos?

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5. Alguns ainda têm muito tempo de vida, mas quem sabe quanto?

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6. Há certas provações para aqueles que querem estar juntos

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7. Quem nunca foi emocionalmente manipulado?

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8. Tão perto e tão longe

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9. Existe razão nas coisas feitas pelo coração?

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10. Enquanto alguns querem se salvar, outros aceitam o próprio fim

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11. O amor tem um tempo determinado?

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12. Existem pessoas próximas a nós que nem sempre querem o nosso bem

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13. Esperanças trágicas

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14. Tirando sentido da perda

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15. Um coração para iluminar

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Eduardo Ruano
Escritor e redator por hobbie e profissão. Me considero uma pessoa racional, analítica, curiosa, imaginativa e em constante transformação. Gosto de ler, escrever, correr, assistir séries, beber e viajar com os amigos. Estudioso de psicologia, filosofia e comportamento humano. Também sou interessado em arte, literatura, cultura e ciências sociais. Odeio burocracias, formalismos e convenções. Amo pessoas excêntricas, autênticas e um pouco loucas, até certo ponto. Estou sempre buscando novas inspirações para transformar ideias em palavras.



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