10 entendimentos de Jiddu Krishnamurti sobre grandes temas da humanidade

Jiddu Krishnamurti foi um filósofo, escritor, e educador indiano. Proferiu discursos que envolveram temas como revolução psicológica, meditação, conhecimento, liberdade, relações humanas, a natureza da mente, a origem do pensamento e a realização de mudanças positivas na sociedade global. Constantemente ressaltou a necessidade de uma revolução na psique de cada ser humano e enfatizou que tal revolução não poderia ser levada a cabo por nenhuma entidade externa seja religiosa, política ou social. Uma revolução que só poderia ocorrer através do autoconhecimento; bem como da prática correta da meditação ao homem liberto de toda e qualquer forma de autoridade psicológica.

capa Jiddu

Caos planetário

Se você está infeliz, confuso, caótico por dentro, isso, por projeção se torna o mundo, se torna a sociedade, pois a relação entre você e eu, entre eu e outra pessoa é a sociedade– a sociedade é o produto das nossas relações – e se a nossa relação for confusa, egocêntrica, restrita, limitada, nacional, projetamos isso e trazemos o caos ao mundo.”

Morte

Não queremos saber o que a morte é; não queremos conhecer o extraordinário milagre, a beleza, a profundeza, a vastidão da morte. Não queremos investigar esta coisa que não conhecemos. Tudo que queremos é continuar.

Segurança

Através de todas estas tentativas de acumulação esperam ter a garantia da certeza; certeza essa que leve embora todas as dúvidas e ansiedade; certeza essa que lhes dá – pelo menos esperam que lhes dê – certeza de escolha.

Com o pensamento da certeza, escolhem, na esperança de ganhar mais compreensão. Assim, na busca da certeza nasce o medo da obtenção e o medo da perda.”

Energia

Energia é ação e movimento. Toda ação é movimento e toda ação é energia. Todo desejo é energia. Todo sentimento é energia, todo pensamento é energia. Todo viver é energia. Toda vida é energia.

Status

Todos, neste mundo, desejam prestígio, prestígio na sociedade, na família, ou à direita de Deus-Padre, mas esse prestígio tem de ser reconhecido por outros, pois, do contrário, não será prestígio. Queremos estar sempre sentados no palanque. Interiormente, somos remoinhos de aflição e de malevolência, e, por conseguinte, ser olhado exteriormente como uma grande figura proporciona imensa satisfação.

Amor

O amor é sempre o presente ativo. Não é “amarei” ou “amei”. Se conheceis o amor, não seguireis ninguém. O amor não obedece. Quando se ama, não há respeito nem desrespeito.

Não sabeis o que significa amar realmente alguém – amar sem ódio, sem ciúme, sem raiva, sem procurar interferir no que o outro faz ou pensa, sem condenar, sem comparar – não sabeis o que isto significa? Quando há amor, há comparação? Quando amais alguém de todo o coração, com toda a vossa mente, todo o vosso corpo, todo o vosso ser, existe comparação? Quando vos abandonais completamente a esse amor, não existe “o outro”.

Exploração do homem pelo homem

Todos nós sentimos realmente, nos nossos corações, a crueldade aterradora da exploração, se já tivermos pensado nisso um só instante. E contudo cada um de nós é apanhado nesta roda, neste sistema de exploração, e esperamos e temos esperança que por algum milagre nasça um novo sistema.

Vida

Eu afirmo que a vida não é um processo de aprendizagem, de acumulação. A vida não é uma escola na qual aprovam os exames sobre o que aprenderam, o que aprenderam das experiências, das ações, do sofrimento.

Evolução

Para a maioria de nós a ideia de evolução implica uma série de realizações, isto é, realizações nascidas da escolha contínua entre aquilo a que chamamos não essencial e o essencial. Implica deixar o não essencial e movimentar-se em direção ao essencial. A esta série de contínuas realizações resultantes da escolha, chamamos evolução.

Mente e coração

E a mente e o coração – que para mim são a mesma coisa, divido-as por conveniência de discurso – são debilitadas e nubladas pela memória, e a memória é o resultado nascido da procura de segurança, é o resultado do ajustamento ao meio, e essa memória está continuamente a nublar a mente que é em si inteligência, e portanto dividindo-a da inteligência; essa memória cria a falta de compreensão, essa memória cria o conflito entre a mente e o meio

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